Pixinguinha na imprensa brasileira

Livro reúne conteúdos publicados por jornais e revistas desde a década de 1910

‘Como nasce a musica do povo’

Mesa de bar. Dois homens. Duas folhas de papel. Dois copos. Uma garrafa quase vazia. João de Barro. Alfredo Vianna (Pixinguinha). Vejam o que saiu:

“Ah! Se tu soubesses como eu sou tão carinhoso

E o muito e muito que eu te quero!…

E como é sincero o meu amor

Eu sei que tu não fugirias mais de mim!…

É assim que a musica do povo nasce. Espontaneamente. Sem subterfúgios. Livre de preconceitos solta. O barco é levado pelo vento. Nordeste ou sudeste, elle tem um rumo. Cumpre ao “mestre” manobral-o…

Estão vendo como nasce a melodia que o povo grava nos ouvidos? É assim: Ahi está um exemplo: João de Barro ia passando pela rua onde fica instalada a emissora de Pixinguinha. Despreocupadamente, ia no seu caminho. Era o velho parceiro.

– Vamos tomar alguma coisa ali defronte?

– Vamos…

Foram. Não se arrependeram. Beberam a primeira cerveja. Estava geladinha. Veiu outra. Igual. Mais outra. Viraram menino pequeno quando quer ver o interior dos bonecos. Pediram mais. Foi quando “Ella” passou. Olhou. Viu aquelle montão de garrafas. Não disse nada. Fechou o rosto. Saiu. Dobrou a primeira esquina. Desappareceu dentro da noite… houve uma pausa em tudo. Os ponteiros do relógio como que pararam. Entretanto, pouco a pouco, a “vida” começou a voltar. No principio, muito devagar. O rythmo foi aumentando. Novamente a realidade. Estamos como ainda há pouco nos sentíamos. Quase felizes. Uma recordação, porém ficava de tudo isso. “Carinhoso” Samba estylizado de João de barro e Alfredo Vianna…

Há vinte e cinco annos que elle é cartaz. Um cartaz berrante. Estridente. Luminoso.

Alfredo da Rocha Vianna, mais conhecido como Pixinguinha, é um exímio flautista. Compositor dos velhos tempos. Instrumentador das nossas fabricas de discos.

Carioca. Nasceu a 23 de abril de 1898, em Catumby, na “Zona do Xuxu”. Logar de barulho. Das grandes farras. Da pinga que faz gemer o “pinho”. Da pinga que brota melodias. Encanto do Rio. O melhor logar do mundo de Nosso Senhor Jesus Christo. A fama de Pixinguinha não se limita ás nossas fronteiras. Ha tempos formou uma turma. “Os Batutas”. Eram elles: Alfredo Vianna (Pixinguinha), Octavio Vianna (China), cantava e tocava violão. Morreu, coitado. Ernesto dos Santos (Donga), José Alves (Zezé). Naquelle tempo, tocava bandolim. Hoje, é banjo. Era o secretário do grupo. Nelson Alves tocava cavaquinho. Luiz Silva, bandona e reco-reco e Fenianos, o pandeiro.

De flauta em punho, Pixinguinha percorreu o Velho Mundo. Espiou a Europa. Visitou Praga. Bebeu uma chopada com o Kaiser. Subiu um pouco mais. Esteve no Kremlin. Saboreou um “golezinho” de “vodka” com o Tzar de todas as Russias…

Bruto sucesso. Allucinantes temporadas. Paris, Londres e Berlim applaudiram Pixinguinha.entretanto, elle começou a sentir nostalgia da Patria. Saudades da terra distante. Todas as noites sonhava com a casa da Ignez. Com as madrugadas que de lá se apreciavam. Com o samba que esquentava o sangue daquella gente. Com as cabrochas que dançavam em volta do terreiro…

Foi o diabo! Nunca mais houve alegria. Sumiu a vontade de tocar. Veiu. Quando desceu, ainda no cáes, puxou da flauta. Correu a escada. Saiu esta coisa gostosa:

“Já andei pelo mundo afora

Já andei…

Já andei pelo mundo afora

Já andei…

Já andei… ê ê ê ê ê ê – Já andei…

Já andei pelo mundo afora

Já andei…

Samba enfezado. Improvisos do outro mundo. Meia noite! A hora das almas. Policia! Canna!…

No districto, enquanto a turma esperava o delegado, saiu ainda este samba:

“Samba de nêgo

não se pode frequentá

Só tem cachaça

Pra gente se embriagá!

Eu fui num samba

Em casa de Mãe Ignez…

No melhor da festa

Fomos todos pro xadrez”…

Pixinguinha é um dos maiores da nossa musica popular. Seu nome está ligado aos grandes sucessos musicais. As mais lindas instrumentações que apparecem por ahi saem do seu cérebro. Do cérebro que nunca pára de pensar. Daquella cabeça que mais parece um conservatório de melodias.

[Revista O Cruzeiro, janeiro de 1939]

Revista Cruzeiro 21 janeiro 1939 materia sobre Carinhoso com fotos de Pixinguinha segurando o filho no colo

Pixinguinha: 120 anos pelo olhar da imprensa brasileira

A matéria acima, publicada em 21 de janeiro de 1939 na revista carioca ‘O Cruzeiro’ integra o livro Pixinguinha – 120 anos pelo olhar da imprensa brasileira, Editora Pizindim organizado pela da jornalista Leonor Bianchi, que será lançado em abril, durante as celebrações do aniversário de 120 anos de nascimento do maestro Alfredo da Rocha Vianna Filho, e do Dia Nacional do Choro, data criada em 2000 através de lei federal para marcar a importância do gênero musical considerado o primeiro originalmente brasileiro, e também homenagear o chorão Pixinguinha.

O livro será publicado no site da Revista do Choro http://www.revistadochoro.com ao longo deste ano, a partir de abril. “Será um presente aos que acompanham a revista”, diz a autora do livro e editora da revista, Leonor Bianchi.

O livro reúne uma gama de matérias e fotos publicados em jornais e revistas de todo Brasil entre os anos de 1910 e os dias de hoje. No conteúdo, momentos memoráveis da carreira e da vida do compositor, uma delas sua parceria com Braguinha, que escreveu a letra de ‘Carinhoso’, que este ano completa 100 anos.

Uma nova data para comemorar o aniversário de Pixinguinha

Este ano, o dia em que será celebrado o aniversário de Pixinguinha tem um quê de diferente. Recentemente, pesquisadores encontraram um documento que revela uma nova data de nascimento para o menino Pizindim. Ao invés de 23 de abril, ele teria nascido dia 4 de maio de 1897.

Mais informações

www.imprensabrcomunicacao.wordpress.com

Fan Page do livro

Anúncios

Livro Rio: 450 anos de histórias chega hoje à loja virtual da e-ditora]

capa e 4a capa livro Rio 450 anos de historias laranja

Lançamento da E-ditora, o livro Rio: 450 anos de histórias chega hoje à loja virtual da e-ditora em período de Pré-Venda.

O livro é originário do Prêmio Literário Rio: 450 anos de histórias promovido pela e-ditora].

O Prêmio Literário contemplou cinco pesquisadores os quais tiveram seus artigos publicados nesta antologia literária sobre o Rio de Janeiro.

As categorias propostas pelo edital Rio: 450 anos de histórias foram: Memória da Imprensa Carioca, Personagens do Rio, e Patrimônio, Memória e Identidade Cultural. Os textos selecionados pelo edital são da categoria Personagens do Rio e Patrimônio, Memória e Identidade Cultural.

Saiba mais sobre os autores e seus respectivos textos publicados nesta obra literária

Categoria Personagens do Rio

Ana Cristina de Oliveira Fraga Uberaba (MG) Escritora

IMG_8056

Breve Perfil da Autora: Ana Cristina Fraga. Brasil. Nesta terra linda e varonil, nasci. Entre sete colinas – na cidade de Uberaba – Estado de Minas Gerais. Em tenra idade, pegava pedacinhos de ‘papel de pão’ e escrevia frases e rimas compondo singela grafia que doravante seriam muitas mais, ensejando assim o amor ao sublime dom – o dom da escrita. O tempo passou, fui laborar em outras áreas, mil voltas deambulei, todavia um papel, canetas e lápis na bolsa eu tinha, e em qualquer cantinho poetizava… Minha família de origem humilde, contudo sem deixar faltar o necessário e principalmente a ‘Lição do Amor’, foi grande incentivadora à realização palpável do sonho em partilhar com o mundo os meus escritos guardados. Pois bem, eis que assim compartilho mais um opúsculo que viajará o mundo, quem sabe, tornando meu sonho realizado. E depois deste virão outros, mais outros e por aí vão… O tempo não para. Hoje são celulares, notebooks e coisas tais, mesmo assim não deixo o lápis, a caneta e o papel, meus companheiros inseparáveis. A inspiração conclama como guia e luz e eis que respondo: “Simbora” escrever mais!

Texto contemplado: Iguaria Literária: Filé a Osvaldo Aranha – Contos Fluminenses

“A vida, por exemplo, comparada a um banquete é ideia felicíssima. Cada um de nós tem ali o seu lugar; uns retiram-se logo depois da sopa, outros do coup dumilieu, não raros vão até a sobremesa…” (Machado de Assis, A Gazeta de Notícias, 1894) Quão bom é o fruto no pé – amora, cajá ou caqui – tem cheiro de infância que ficou logo ali… Quão bom é adentrar a horta da vovó, aguar as hortaliças que tem cheiro cuja cor é verde e serve para tempero… Melhor ainda é misturar esses odores distinguindo os sabores, entre o sal e o doce. Qual doce? Qual sal? Não há! Há o sumo ser. Ser poeta, ser polímata, ser humano. Rui Barbosa. Casimiro de Abreu. Brilhantes e louvados sábios na arte de expressar, quais cascatas donde musgos beija-flores vêm voejar… Não raro, são exemplos a não imitar e sim espelhos cuja transparência transcendente nos impulsiona a sê-los quais em suma. Nesta iguaria literária, oferecemos o “Filé a Osvaldo Aranha”, acompanhando os contos fluminenses… Deliciosamente brasileiro este clássico da comida típica carioca, feito com bife alto, alho frito, arroz branco, farofa e batatas portuguesas, foi criado especialmente para o diplomata brasileiro Osvaldo Aranha, que nos idos anos de 1930, costumava almoçar no Restaurante Cosmopolita, cujo apelido era “Senadinho” na Lapa – Rio de Janeiro – local de concentração de políticos na época. Surpreendido pelo sabor, ali o diplomata habituava almoçar o prato que levou seu nome. Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa! Cheia de Encantos mil… Eis que inspiramos os encantos mil poetizando os contos que ora saúdam os quatrocentos e cinquenta anos do Rio, augurando-lhe muitas felicidades! E que continue para sempre lindo. Aquele abraço!

=====================================================

Leonardo Barros Medeiros Petrópolis (RJ) Escritor e Professor de Literatura

SAM_2015

Breve Perfil do Autor: Leonardo Barros Medeiros é graduado em Letras pela Universidade Católica de Petrópolis com mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorando em Literatura Brasileira, com bolsa CAPES, na Universidade de Coimbra. Foi Professor Assistente Convidado de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi professor substituto de Literatura Brasileira na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e é, junto com Marcos Pasche, organizador do livro de ensaios Hoje é dia de hoje em dia: literatura brasileira da primeira década do século XXI.

Texto contemplado: Vastas Emoções e Pensamentos (Im)perfeitos: Rubem Fonseca e o Cenário Crítico Análise e levantamento temático da produção intelectual de Rubem Fonseca =====================================================

Marieta Pinheiro de Carvalho São Gonçalo (RJ) Professora

marieta_pinheiro

Breve Perfil da Autora: Doutora em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2010) fez graduação em Licenciatura em História (1998) e mestrado em História Política nesta mesma universidade (2003). Tem experiência na área de pesquisa em História do Brasil, com atuação em diversos arquivos da cidade do Rio de Janeiro, trabalhando com temas referentes à intelectualidade, ao poder, à política e à sociedade e à cidade do Rio de Janeiro. Em maio de 2008 ganhou o Prêmio d. João VI, organizado pela Secretaria Municipal das Culturas da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, com o trabalho intitulado Uma idéia ilustrada de cidade: as transformações urbanas no Rio de Janeiro de d. João VI. É professora do Programa de Pós Graduação em História do Brasil da Universidade Salgado de Oliveira, vinculada à linha de pesquisa Sociedade, Cultura e Trabalho. Principais publicações: CARVALHO, Marieta P. de . Uma idéia ilustrada de cidade: as transformações urbanas no Rio de Janeiro de d. João VI (1808-1821). 1. ed. Rio de Janeiro: Odisséia, 2008. v. 1. 19 CARVALHO, Marieta P. de . Um lugar-modelo para o Império: abastecimento e agricultura na Fazenda Santa Cruz. In: AMANTINO, Marcia; ENGEMANN, Carlos. (Org.). Santa Cruz: de legado dos jesuítas a pérola da Coroa. 1ed.Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013, v. 1, p. 275-290. CARVALHO, Marieta P. de . José Bonifácio de Andrada e Silva: notas sobre a organização política do Brasil, quer como reino unido a Portugal, quer como estado independente.. In: PRADO, Maria Emília. (Org.). Obras políticas do Brasil Imperial: Dicionário do Pensamento Brasileiro.. 1ed.Rio de Janeiro: Revan, 2012, v. 1, p. 147-152.

Texto contemplado: “Foi um Rio que passou em minha vida…” d. João VI, de príncipe a rei no Rio de Janeiro

Um dos locais que mais marcaram a memória de d. João VI, sem dúvida foi o Rio de Janeiro. Para esse personagem, um dos mais conhecidos e queridos dos cariocas, os treze anos vividos na cidade foram fundamentais, afinal de contas nessas terras foi aclamado rei. O objetivo deste artigo é analisar as relações entre d. João VI e a cidade do Rio de Janeiro, destacando a importância da transferência da corte na trajetória política desse personagem. O período de permanência na antiga capital do vice-reinado pode ser encarado como o auge da governação joanina.

Para administrar o império a partir do Rio de Janeiro d. João teve que demonstrar toda a sua habilidade política. De igual maneira, a presença na cidade possibilitou ao monarca maior flexibilidade e autonomia para lidar com as pressões dos países europeus. Não foi a toa que se encantou pelo Rio de Janeiro e enquanto pode evitou retornar. =====================================================

Vagner Leite Rangel São Gonçalo (RJ) Mestrando em Literatura (UERJ) e Pesquisador Júnior (Real Gabinete Português de Leitura)

vagner rangel

Breve Perfil do Autor: Graduado em Letras pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Especialista em Estudos Literários pela mesma instituição. Atualmente é Mestrando na UERJ e Pesquisador Júnior do Real Gabinete Português de Leitura, onde desenvolve pesquisa sobre a dita primeira fase da produção literária de Machado de Assis.

Texto contemplado: Um bom negócio e uma grave lição Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco.” Trata-se de uma leitura contemporânea do conto “O Espelho”, de Machado de Assis. ========================================================

Categoria Patrimônio, Memória e Identidade Cultural

Francisco Antonio Romanelli Varginha (MG) Advogado

Romanelli-(15)

Breve Perfil do Autor: Advogado, magistrado aposentado, mestre em Letras (UNINCOR), bacharel em Estudos Sociais (UNIS-MG) e em Direito (FADIVA-MG). Pós-graduado em Direito Ambiental (PUCRGS) e em Educação Ambiental (FIJ-RJ). Membro da Academia Varginhense de Letras Artes e Ciências (AVLAC).

Texto contemplado: Rio de Janeiro: Uma cidade dividida pelo samba

O samba, elemento de união identitária nacional, foi inicialmente símbolo de um Rio de Janeiro dividido entre morro e asfalto. De um lado, o glamour da cidade que pretendia ser a “Paris dos trópicos”, de outro a miséria de negros confinados às encostas dos morros. Da mesma forma como se fez porta-voz da divisão, o samba a remendou, consolidando-se como expressão da cultura brasileira, entre apropriações, trocas e circularidades culturais, interesses políticos e reconhecimento de seu alto valor artístico e de sua valiosa significância. Coube a Noel Rosa culminar o remendo definitivo da secção cultural que dividia o Rio e alimentava a falácia da cidade partida pelo samba.

Acesse e peça já o seu.

https://lojadaeditora.wordpress.com/

E-ditora abre uma (1) vaga para estágio não remunerado na área de Letras

Estudantes entre o segundo e quarto período interessados devem enviar currículo para emaildaeditora@gmail.com com o assunto ‘Estágio’. Trabalho integralmente feto pela internet. O estagiário trabalhará por produtividade 20 horas semanais.

http://www.publiquepelaeditora.wordpress.com
http://www.lojadaeditora.wordpress.com

e-ditora divulga nome dos contemplados no Prêmio Literário Rio: 450 anos de histórias

Saiu a lista dos contemplados pelo Edital ‘Rio: 450 anos de histórias’, da E-ditora. Cinco artigos foram selecionados para integrar a antologia Rio: 450 anos de histórias, que publicaremos em breve. 

Obrigada a todos que participaram e parabéns aos autores contemplados pelo Prêmio Literário – Edital Nacional de Fomento à Produção e Difusão Literária da e-ditora] Rio: 450 anos de histórias.

Saiba quem são os autores contemplados e seus respectivos artigos.   

Categoria Personagens do Rio
 
Ana Cristina de Oliveira Fraga 
Uberaba (MG) 
Escritora
Breve Perfil da Autora: Ana Cristina Fraga. Brasil. Nesta terra linda e varonil, nasci. Entre sete colinas – na cidade de Uberaba – Estado de Minas Gerais. Em tenra idade, pegava pedacinhos de ‘papel de pão’ e escrevia frases e rimas compondo singela grafia que doravante seriam muitas mais, ensejando assim o amor ao sublime dom – o dom da escrita. O tempo passou, fui laborar em outras áreas, mil voltas deambulei, todavia um papel, canetas e lápis na bolsa eu tinha, e em qualquer cantinho poetizava… Minha família de origem humilde, contudo sem deixar faltar o necessário e principalmente a ‘Lição do Amor’, foi grande incentivadora à realização palpável do sonho em partilhar com o mundo os meus escritos guardados. Pois bem, eis que assim compartilho mais um opúsculo que viajará o mundo, quem sabe, tornando meu sonho realizado. E depois deste virão outros, mais outros e por aí vão… O tempo não para. Hoje são celulares, notebooks e coisas tais, mesmo assim não deixo o lápis, a caneta e o papel, meus companheiros inseparáveis. A inspiração conclama como guia e luz e eis que respondo: “Simbora” escrever mais!
Texto contemplado: Iguaria Literária: Filé a Osvaldo Aranha – Contos Fluminenses
“A vida, por exemplo, comparada a um banquete é ideia felicíssima. Cada um de nós tem ali o seu lugar; uns retiram-se logo depois da sopa, outros do coup dumilieu, não raros vão até a sobremesa…” (Machado de Assis, A Gazeta de Notícias, 1894) Quão bom é o fruto no pé – amora, cajá ou caqui – tem cheiro de infância que ficou logo ali… Quão bom é adentrar a horta da vovó, aguar as hortaliças que tem cheiro cuja cor é verde e serve para tempero… Melhor ainda é misturar esses odores distinguindo os sabores, entre o sal e o doce. Qual doce? Qual sal? Não há! Há o sumo ser. Ser poeta, ser polímata, ser humano. Rui Barbosa. Casimiro de Abreu. Brilhantes e louvados sábios na arte de expressar, quais cascatas donde musgos beija-flores vêm voejar… Não raro, são exemplos a não imitar e sim espelhos cuja transparência transcendente nos impulsiona a sê-los quais em suma. Nesta iguaria literária, oferecemos o “Filé a Osvaldo Aranha”, acompanhando os contos fluminenses… Deliciosamente brasileiro este clássico da comida típica carioca, feito com bife alto, alho frito, arroz branco, farofa e batatas portuguesas, foi criado especialmente para o diplomata brasileiro Osvaldo Aranha, que nos idos anos de 1930, costumava almoçar no Restaurante Cosmopolita, cujo apelido era “Senadinho” na Lapa – Rio de Janeiro – local de concentração de políticos na época. Surpreendido pelo sabor, ali o diplomata habituava almoçar o prato que levou seu nome. Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa! Cheia de Encantos mil… Eis que inspiramos os encantos mil poetizando os contos que ora saúdam os quatrocentos e cinquenta anos do Rio, augurando-lhe muitas felicidades! E que continue para sempre lindo. Aquele abraço!
================================================================
Leonardo Barros Medeiros
Petrópolis (RJ) 
Escritor e Professor de Literatura
 
Breve Perfil do Autor: Leonardo Barros Medeiros é graduado em Letras pela Universidade Católica de Petrópolis com mestrado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorando em Literatura Brasileira, com bolsa CAPES, na Universidade de Coimbra. Foi Professor Assistente Convidado de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi professor substituto de Literatura Brasileira na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e é, junto com Marcos Pasche, organizador do livro de ensaios Hoje é dia de hoje em dia: literatura brasileira da primeira década do século XXI. 
 
Texto contemplado: Vastas Emoções e Pensamentos (Im)perfeitos: Rubem Fonseca e o Cenário Crítico
Análise e levantamento temático da produção intelectual de Rubem Fonseca
================================================================
Marieta Pinheiro de Carvalho
São Gonçalo (RJ)
Professora
Breve Perfil da Autora: Doutora em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2010) fez graduação em Licenciatura em História (1998) e mestrado em História Política nesta mesma universidade (2003). Tem experiência na área de pesquisa em História do Brasil, com atuação em diversos arquivos da cidade do Rio de Janeiro, trabalhando com temas referentes à intelectualidade, ao poder, à política e à sociedade e à cidade do Rio de Janeiro. Em maio de 2008 ganhou o Prêmio d. João VI, organizado pela Secretaria Municipal das Culturas da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, com o trabalho intitulado Uma idéia ilustrada de cidade: as transformações urbanas no Rio de Janeiro de d. João VI. É professora do Programa de Pós Graduação em História do Brasil da Universidade Salgado de Oliveira, vinculada à linha de pesquisa Sociedade, Cultura e Trabalho. Principais publicações: CARVALHO, Marieta P. de . Uma idéia ilustrada de cidade: as transformações urbanas no Rio de Janeiro de d. João VI (1808-1821). 1. ed. Rio de Janeiro: Odisséia, 2008. v. 1. 19 CARVALHO, Marieta P. de . Um lugar-modelo para o Império: abastecimento e agricultura na Fazenda Santa Cruz. In: AMANTINO, Marcia; ENGEMANN, Carlos. (Org.). Santa Cruz: de legado dos jesuítas a pérola da Coroa. 1ed.Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013, v. 1, p. 275-290. CARVALHO, Marieta P. de . José Bonifácio de Andrada e Silva: notas sobre a organização política do Brasil, quer como reino unido a Portugal, quer como estado independente.. In: PRADO, Maria Emília. (Org.). Obras políticas do Brasil Imperial: Dicionário do Pensamento Brasileiro.. 1ed.Rio de Janeiro: Revan, 2012, v. 1, p. 147-152.
Texto contemplado: “Foi um Rio que passou em minha vida…” d. João VI, de príncipe a rei no Rio de Janeiro
Um dos locais que mais marcaram a memória de d. João VI, sem dúvida foi o Rio de Janeiro. Para esse personagem, um dos mais conhecidos e queridos dos cariocas, os treze anos vividos na cidade foram fundamentais, afinal de contas nessas terras foi aclamado rei. O objetivo deste artigo é analisar as relações entre d. João VI e a cidade do Rio de Janeiro, destacando a importância da transferência da corte na trajetória política desse personagem. O período de permanência na antiga capital do vice-reinado pode ser encarado como o auge da governação joanina. Para administrar o império a partir do Rio de Janeiro d. João teve que demonstrar toda a sua habilidade política. De igual maneira, a presença na cidade possibilitou ao monarca maior flexibilidade e autonomia para lidar com as pressões dos países europeus. Não foi a toa que se encantou pelo Rio de Janeiro e enquanto pode evitou retornar.
================================================================
Vagner Leite Rangel
São Gonçalo (RJ)
Mestrando em Literatura (UERJ) e Pesquisador Júnior (Real Gabinete Português de Leitura)
Breve Perfil do Autor: Graduado em Letras pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Especialista em Estudos Literários pela mesma instituição. Atualmente é Mestrando na UERJ e Pesquisador Júnior do Real Gabinete Português de Leitura, onde desenvolve pesquisa sobre a dita primeira fase da produção literária de Machado de Assis.
Texto contemplado: Um bom negócio e uma grave lição
Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco.” Trata-se de uma leitura contemporânea do conto “O Espelho”, de Machado de Assis.
================================================================
 
Categoria Patrimônio, Memória e Identidade Cultural
 
Francisco Antonio Romanelli
Varginha (MG)
Advogado
 
Breve Perfil do Autor: Advogado, magistrado aposentado, mestre em Letras (UNINCOR), bacharel em Estudos Sociais (UNIS-MG) e em Direito (FADIVA-MG). Pós-graduado em Direito Ambiental (PUCRGS) e em Educação Ambiental (FIJ-RJ). Membro da Academia Varginhense de Letras Artes e Ciências (AVLAC).
 

Texto contemplado: O samba, elemento de união identitária nacional, foi inicialmente símbolo de um Rio de Janeiro dividido entre morro e asfalto. De um lado, o glamour da cidade que pretendia ser a “Paris dos trópicos”, de outro a miséria de negros confinados às encostas dos morros. Da mesma forma como se fez porta-voz da divisão, o samba a remendou, consolidando-se como expressão da cultura brasileira, entre apropriações, trocas e circularidades culturais, interesses políticos e reconhecimento de seu alto valor artístico e de sua valiosa significância. Coube a Noel Rosa culminar o remendo definitivo da secção cultural que dividia o Rio e alimentava a falácia da cidade partida pelo samba.

‘A questão da água no Brasil’ é o tema de edital lançado hoje pela #e-ditora]

Neste 22 de março, Dia Mundial da Água, a #e-ditora] abre inscrições para seu I Edital de Fomento à Produção Literária Científico-Social, com o tema: A questão da água no Brasil.
Torneira aberta -  Pedro França-Agência Senado2

Lançada a pré-venda do livro Pensadores do Choro

Já está à venda o livro Pensadores do Choro, resultado do primeiro edital ‘Pensadores do Choro’, promovido pela Revista do Choro e #e-ditora], no final de 2014. 

Com a finalidade de estimular a produção intelectual literária brasileira voltada para o tema choro, a difusão de trabalhos inéditos sobre o gênero musical, assim como a de seus autores, o edital foi dividido nas categorias ‘Instrumentos no Choro’ e ‘Crônicas e Memórias’.

O edital contemplou os textos de Sergio Aires e Vanessa Trópico. 

Vanessa Trópico e Sergio Ayres foram os contemplados do primeiro edital Pensadores do Choro, promovidso pela #e-ditora] e Revista do Choro
Vanessa Trópico e Sergio Aires foram os contemplados no primeiro edital Pensadores do Choro promovidso pela #e-ditora] e Revista do Choro

‘O Choro Marajoara de Adamor do Bandolim e um breve relato da História do Choro no Pará

Com o título ‘O Choro Marajoara de Adamor do Bandolim e um breve relato da História do Choro no Pará, a pesquisadora Vanessa Trópico foi classificada na categoria ‘Instrumentos no Choro’. Em seu texto, ela faz uma ode à atuação e à obra do chorão paraense Adamor do Bandolim.

Nascido na cidade de Anajás – PA, Adamor é músico autodidata. Iniciou sua trajetória em 1958, participando de um programa de calouros, na Rádio Difusora de Macapá. Em suas visitas a Belém, conheceu vários chorões da época, Delival Nobre, Edir Proença, Vaíco, Tota, Catiá entre outros. Em 1979 ingressou no Grupo Gente de Choro.

Participou depois de grupos como Novo Som, Sol Nascente, Manga Verde, Oficina e no folclórico grupo do Urubu do Ver-o-Peso. Em 1992, lançou seu primeiro disco em vinil, Chora Marajó. Em 1999, fez parte do do CD Choro Paraense. Participou ainda de vários projetos culturais como: Música na Praça, Preamar e Seresta do Carmo. Em 2004 gravou o CD Adamor Ribeiro – Projeto Uirapuru Vol. VII. Participou do Festival de Choro de Curitiba concorrendo com 91 músicas, ficando com o 17º lugar com a música Choro Brabo. Teve ainda seu nome incluído no livro Trilhas da Música, editado pela Universidade Federal do Pará. Foi tema de TCC das universidade Federal do Pará e Universidade da Amazônia. No ano de 2004, participou do projeto ‘Uma Quarta de Música’, no Teatro do Centur e teve suas músicas editadas em partituras pelo Instituto de Artes do Pará – IAP. Em 2006 apresentou-se em Brasília no XVI Sarau de Deputados ao lado do cantor e compositor Nilson Chaves, da cantora Andréa Pinheiro e do pianista Paulo José Campos de Melo. Em 2007, Adamor lançou o CD Choro Amazônico, patrocinado pela Petrobrás. Participou do Projeto de Música Instrumental do Interior, com patrocino da TIM. Recebeu o Prêmio Destaque da Música 2008 entregue no 22º Baile dos Artistas em Belém às vésperas de lançar o CD “Lágrimas da minha Ilha”, dedicado àquele que muito se esforçou pela região e construção do museu do Marajó em Cachoeira do Arai, o Padre Giovanni Gallo. O museu possui o maior acervo da cultura marajoara do mundo! O Chorão será enredo da Escola de Samba de Mosqueiro, ‘Universidade do Samba Piratas da Ilha’ com o enredo “Adamor do Bandolim: 40 anos de Glória e Tradição”.

Formada em Ciências Sociais com ênfase em Sociologia pela Universidade Federal do Pará – UFPA, Vanessa Trópico atua como pesquisadora externa no GEMAM – Grupo de Estudos Amazônicos da Universidade Estadual do Pará; é concluinte do Curso de Música com habilitação no instrumento de cavaquinho, ministrado pelo Instituto Estadual Conservatório Maestro Carlos Gomes; cursa também “Teoria Musical: leitura, escrita e percepção”, o qual é ministrado pela Instituição EMUFPA – Escola de Música da Universidade Federal do Pará”; e é membro efetivo da Orquestra de Choro Projeto “Choro do Pará” e do Grupo Musical “Choro Caboclo”, como cavaquinista.

Tudo Culpa do Choro

Este é o título do texto do paraibano Sergio Aires (27), contemplado pelo edital na categoria ‘Crônicas e Memórias’. Em seu texto, ele narra “como uma roda de choro tocada em Maputo, capital de Moçambique, fez com que largasse um emprego bem remunerado para estudar música. O texto trata do poder da música de transformar vidas e da importância do choro na necessária missão de contar nossa própria história.

Nascido em João Pessoa, é tem formação em Comunicação Social. Em 2009, fez uma viagem que mudou sua vida: passou um ano morando em Moçambique. Foi lá que conheceu o choro e decidiu estudar música. Hoje, cursa bacharelado em flauta transversal.

Para adquirir seu exemplar, clique na imagem.

capa pensadores do choro reynaldo berto

Revista do choro e #e-ditora] divulgam resultado do primeiro edital Pensadores do Choro

A paulistana radicada em Belém, Vanessa Trópico (34), e o flautista Sergio Aires, de João Pessoa, foram os grandes vencedores do Edital de Fomento à Produção Literária ‘Pensadores do Choro’, promovido no final de 2014 pela #e-ditora] e a Revista do Choro.

Com a finalidade de estimular a produção intelectual literária brasileira voltada para o tema choro, a difusão de trabalhos inéditos sobre o gênero musical, assim como a de seus autores, o edital foi dividido nas categorias ‘Instrumentos’ e ‘Crônicas e Memórias’.

Vanessa Trópico foi a grande contemplada na categoria 'Instrumentos no Choro' do primeiro Edital Pensadores do Choro, promovido pela #e-ditora] e a Revista do Choro no final de 2014.
Vanessa Trópico foi a grande contemplada na categoria ‘Instrumentos no Choro’ do primeiro Edital Pensadores do Choro, promovido pela #e-ditora] e a Revista do Choro.

‘O Choro Marajoara de Adamor do Bandolim e um breve relato da História do Choro no Pará

Com o título ‘O Choro Marajoara de Adamor do Bandolim e um breve relato da História do Choro no Pará’, a pesquisadora Vanessa Trópico foi classificada na categoria ‘Instrumentos no Choro’. Em seu texto, ela faz uma ode à atuação e à obra do chorão paraense Adamor do Bandolim.

Nascido na cidade de Anajás – PA, Adamor é músico autodidata. Iniciou sua trajetória em 1958, participando de um programa de calouros, na Rádio Difusora de Macapá. Em suas visitas a Belém, conheceu vários chorões da época, Delival Nobre, Edir Proença, Vaíco, Tota, Catiá entre outros. Em 1979 ingressou no Grupo Gente de Choro.

Participou depois de grupos como Novo Som, Sol Nascente, Manga Verde, Oficina e no folclórico grupo do Urubu do Ver-o-Peso. Em 1992, lançou seu primeiro disco em vinil, Chora Marajó. Em 1999, fez parte do do CD Choro Paraense. Participou ainda de vários projetos culturais como: Música na Praça, Preamar e Seresta do Carmo. Em 2004 gravou o CD Adamor Ribeiro – Projeto Uirapuru Vol. VII. Participou do Festival de Choro de Curitiba concorrendo com 91 músicas, ficando com o 17º lugar com a música Choro Brabo. Teve ainda seu nome incluído no livro Trilhas da Música, editado pela Universidade Federal do Pará. Foi tema de TCC das universidade Federal do Pará e Universidade da Amazônia. No ano de 2004, participou do projeto ‘Uma Quarta de Música’, no Teatro do Centur e teve suas músicas editadas em partituras pelo Instituto de Artes do Pará – IAP. Em 2006 apresentou-se em Brasília no XVI Sarau de Deputados ao lado do cantor e compositor Nilson Chaves, da cantora Andréa Pinheiro e do pianista Paulo José Campos de Melo. Em 2007, Adamor lançou o CD Choro Amazônico, patrocinado pela Petrobrás. Participou do Projeto de Música Instrumental do Interior, com patrocino da TIM. Recebeu o Prêmio Destaque da Música 2008 entregue no 22º Baile dos Artistas em Belém às vésperas de lançar o CD “Lágrimas da minha Ilha”, dedicado àquele que muito se esforçou pela região e construção do museu do Marajó em Cachoeira do Arai, o Padre Giovanni Gallo. O museu possui o maior acervo da cultura marajoara do mundo! O Chorão será enredo da Escola de Samba de Mosqueiro, ‘Universidade do Samba Piratas da Ilha’ com o enredo “Adamor do Bandolim: 40 anos de Glória e Tradição”.

Formada em Ciências Sociais com ênfase em Sociologia pela Universidade Federal do Pará – UFPA, Vanessa Trópico atua como pesquisadora externa no GEMAM – Grupo de Estudos Amazônicos da Universidade Estadual do Pará; é concluinte do Curso de Música com habilitação no instrumento de cavaquinho, ministrado pelo Instituto Estadual Conservatório Maestro Carlos Gomes; cursa também “Teoria Musical: leitura, escrita e percepção”, o qual é ministrado pela Instituição EMUFPA – Escola de Música da Universidade Federal do Pará”; e é membro efetivo da Orquestra de Choro Projeto “Choro do Pará” e do Grupo Musical “Choro Caboclo”, como cavaquinista.

Sobre o edital, Vanessa disse:

“Acredito muito no trabalho dos mestres do Choro aqui do Pará, na qualidade dos músicos. Então, na busca por informações, encontrei, no Facebook, a página da Revista do Choro e comecei a ler… Foi quando encontrei a postagem do Edital Pensadores do Choro. Achei fantástica a iniciativa e, como trabalho com pesquisa em choro, fiz um texto exclusivo para o edital. Nele, falei um pouco da história de Adamor do Bandolim, sobre o seu Choro, que é totalmente comprometido com as questões sociais e de preservação da ilha do Marajó. A música deste compositor é impregnada da vivência marajoara, é uma obra singular. Busco apresentar o Arquipélago do Marajó, o cenário onde tudo aconteceu e que tanto influência sua obra. Trago para discussão a teoria da Etnomusicologia e o processo de enculturação e de símbolos, para respaldar que sim! Sai um Marajó dele para suas composições! Abordo, ainda, o envolvimento de Adamor com os músicos da cidade, apresento depoimentos deles sobre sua obra; falo do projeto Choro do Pará e de toda luta para a perpetuação do gênero e dos belos frutos desse projeto que se transforma em uma belíssima Orquestra de Choro. O cenário musical atual também é abordado, a música como produto de consumo e onde fica o Choro nisso tudo….

Quando comecei a pesquisar o Choro, percebi que nenhum livro chegava até aqui, aliás, um livro chega a dizer “Choro no Norte”, mas trata do choro no Nordeste… Então, percebi, junto com o GEMAM, Grupo de Estudos Amazônicos do qual faço parte e que está sob a coordenação do Músico e pesquisador Dr. Paulo Murilo Guerreiro do Amaral, docente Adjunto do Curso de Licenciatura e Bacharelado em Música da Universidade Estadual do Pará, que a história desses chorões precisava ser registrada.

A grande intenção do Gemam é cartografar essas manifestações musicais aqui da região, e os chorões fizeram e fazem um trabalho muito forte, tem uma resistência. Há uma gama de chorões de alta qualidade, mas com pouca visibilidade. O mestre Adamor do Bandolim é um grande exemplo. Ainda nada foi escrito sobre esse compositor, as teses e as dissertações não chegam até aqui.

Adamor do Bandolim, lendário chorão paraense, protagoniza o texto vencedor do Edital Penadores do Choro, na categoria 'Instrumentos no Choro.
Adamor do Bandolim, lendário chorão paraense, protagoniza o texto vencedor do Edital Penadores do Choro, na categoria ‘Instrumentos no Choro.

Desejo que as pesquisas sobre o choro no Pará e no Brasil se multipliquem no sentido de chegarem e aqui no Norte. Que este trabalho sirva para ajudar ao mestre do bandolim em suas composições e produções musicais. Ele está prestes a lançar seu CD ‘Lágrimas da Minha Ilha’. Desejo que o Grupo Choro Caboclo continue a dedicação exclusiva às obras desse mestre. Por fim, agradeço muito à #e-ditora] pela iniciativa maravilhosa e pelo espaço que está dando para poderemos mostrar para todo o Brasil um pouco da história do Choro no Pará e da obra do Mestre Adamor do Bandolim”, disse a pesquisadora Vanessa Trópico.

Tudo Culpa do Choro

Este é o título do texto do paraibano Sergio Aires (27), contemplado pelo edital na categoria ‘Crônicas e Memórias’.
Em seu texto, ele narra “como uma roda de choro tocada em Maputo, capital de Moçambique, fez com que largasse um emprego bem remunerado para estudar música. O texto trata do poder da música de transformar vidas e da importância do choro na necessária missão de contar nossa própria história.

Sergio Ayres foio a grande vencedor da categoria 'crônicas e Memórias' do primeiro Edital Pensadores do Choro, promovido pela #e-ditora] e a Revista do Choro no final de 2014.
Sergio Aires foio a grande vencedor da categoria ‘crônicas e Memórias’ do primeiro Edital Pensadores do Choro, promovido pela #e-ditora] e a Revista do Choro.

Nascido em João Pessoa, é tem formação em Comunicação Social. Em 2009, fez uma viagem que mudou sua vida: passou um ano morando em Moçambique. Foi lá que conheceu o choro e decidiu estudar música. Hoje, cursa bacharelado em flauta transversal.

Livro será lançado neste semestre

O lançamento do livro originário do primeiro edital Pensadores do Choro está previsto para o primeiro semestre deste ano. Os editores da Revista do Choro estão em diálogo com os contemplados pelo edital, estudando o lançamento em suas cidades. O livro terá exemplares doados à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Crédito da Foto Sergio Aires: Lairton Lunguinho
Crédito da Foto Vanessa Trópico e Adamor do Bandolim: Sergio Malcher

Seguem inscrições para o edital Pensadores do Choro da #e-ditora] e Revista do Choro

Arte Edital Pensadores do Choro 2

 

Interessados podem se inscrever até 20 de dezembro de 2014 pelo site da #e-ditora]

A #e-ditora] e a Revista do Choro lançaram, no último dia 3, o Edital de Fomento à Literatura ‘Pensadores do CHORO’

O objetivo é estimular a produção literária brasileira sobre o gênero musical CHORO.

As inscrições acontecem até 20 de dezembro pelo site da #e-ditora] [www.publiquepelaeditora.wordpress.com].

O edital está dividido nas categorias ‘Instrumentos no Choro’ e ‘Crônicas e Memórias’. Os textos deverão ser apresentados por pessoas físicas ou jurídicas, residentes ou sediadas no Brasil.

Serão selecionados seis (6) textos para cada categoria. Os interessados em participar podem se inscrever em mais de uma categoria.

Somente serão aceitos textos inéditos, que não tenham sido publicados, mesmo parcialmente, de forma impressa ou virtual e/ou aprovados por outras instituições de fomento ou editoras.

Mais informações sobre o edital: [www.publiquepelaeditora.wordpress].

Para acessar, ler e baixar o edital, acesse [www.publiquepelaeditora.wordpress].

Serviço

O que: #e-ditora] e Revista do Choro lançam edital Pensadores do Choro

Quando: de 03 de novembro a 20 de dezembro de 2014

Quem: #e-ditora] e Revista do Choro [www.revistadochoro.com]

Onde: www.publiquepelaeditora.wordpress.com 

#e-ditora] e Revista do Choro lançam edital Pensadores do Choro

Arte Edital Pensadores do Choro

Inscrições vão até 20 de dezembro de 2014 pelo site da #e-ditora] 

A #e-ditora] e a Revista do Choro lançam hoje o Edital de Fomento à Literatura ‘Pensadores do CHORO’. O objetivo é estimular a produção literária brasileira sobre o gênero musical CHORO.

As inscrições acontecem de hoje a 20 de dezembro pelo site da #e-ditora] [www.publiquepelaeditora.wordpress.com]. 

O edital está dividido nas categorias ‘Instrumentos no Choro’ e ‘Crônicas e Memórias’. Os textos deverão ser apresentados por pessoas físicas ou jurídicas, residentes ou sediadas no Brasil.

Serão selecionados seis (6) textos para cada categoria. Os interessados em participar devem ter mais de 18 anos e podem se inscrever em mais de uma categoria.

Somente serão aceitos textos inéditos, que não tenham sido publicados, mesmo parcialmente, de forma impressa ou virtual e/ou aprovados por outras instituições de fomento ou editoras.

Mais informações sobre o edital: [www.publiquepelaeditora.wordpress].

Para acessar, ler e baixar o edital, acesse [www.publiquepelaeditora.wordpress].

 

 

Serviço

O que: #e-ditora] e Revista do Choro lançam edital Pensadores do Choro

Quando: de 03 de novembro a 20 de dezembro de 2014

Quem: #e-ditora] e Revista do Choro

 

Mais informações à imprensa

ImprensaBR Assessoria de Comunicação

Imprensabr@gmail.com

55 22 99253-3903/ 55 22 99903-8733/ 22 9 9221-9865

 

Revista do Choro edição N. 4 com Hamilton de Holanda

arte capa revista do choro N 4

Redação

Olá, caro leitor da Revista do Choro!
Estamos em fechamento. Ainda hoje boas novas sobre a #RevistadoChoroediçãoNúmero4. Nossa capa desta edição traz uma matéria especial e uma super entrevista com o genial bandolinista brasileiro Hamilton de Holanda, considerado um dos maiores virtuoses da música instrumental contemporânea. Assine e leia a #RevistadoChoro!

http://www.revistadochoro.com