Festival de cinema Urânio em Movi(e)mento, que começa nesta quarta-feira e segue até 25 de maio na Cinemateca do MAM, recebe exposição de telas do artista plástico argentino Claudio Gómez

‘Sobreviventes’ mostra os protagonistas do filme ‘11:02 de 1945 – Retratos de Nagasaki’, de Roberto Fernández, que tem estreia mundial no festival

O artista plástico Claudio Gómez é o convidado deste ano para expor sua arte no rol da sala da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro durante os dias do festival de cinema Urânio em Movi(e)mento/ International Uranium Film Festival, que começa nesta quarta-feira e continua até o dia 25 exibindo 63 filmes de 25 países.

Retratos de Nagasaki para Exposicao BRANCO

Em 2013, convidado pelo diretor de cinema argentino Roberto Fernández, que tem dois filmes nesta edição do festival, pintou os retratos dos protagonistas do documentário “11:02 de 1945 – Retratos de Nagasaki”. O filme, que será exibido no festival e terá a participação do diretor para um debate após a sessão, retrata a história de vida de três sobreviventes da bomba atômica jogada na cidade de Nagasaki, que atualmente moram em São Paulo. O trabalho de Claudio Gómez deu origem à exposição “Retratos de Nagasaki”. O artista plástico quer acrescentar à obra dinâmica do documentário, uma obra estática, oferecendo ao público uma visão mista e temática do relato.

Sr Ashihara para Exposicao Preto

As telas de 30 cm x 40 cm estão impressas em preto e branco sobre papel couche 270 gramas. No desenho onde estão os sobreviventes retratados juntos, o artista usou técnica mista combinando vários recursos. Sobre uma fotografia, fez traços com bico de pena nanquim, efeitos de luzes e sombras com acrílicos aquosos. Nos três desenhos com o fundo branco, optou pela técnica tradicional de traços a lápis, remarcado com bico de pena com tinta nanquim. Nos três desenhos de fundo preto, Claudio usou técnica de coloração acrílica sobre desenhos em tinta.

A Abertura da exposição ‘Sobreviventes’ será na 4ª feira, abertura do festival, 14 de maio. A estreia mundial do documentário ‘11:02 de 1945 – Retratos de Nagasaki’ será dia 23 de maio, na sessão das 15h. O diretor do documentário, Roberto Fernández, estará presente ao festival em ambas as ocasiões, dias 14 e 23 de maio, sendo que depois da exibição do dia 23, participará de um debate com o público. Roberto Fernández é argentino, diretor de cinema e mora em São Paulo. Seu trabalho como documentarista é mostrar os riscos gerados pela radioatividade, seja através de bombas atômicas, ou usinas nucleares. Trabalhou junto à Associação Hibakusha Brasil Pela Paz, para a realização dos documentários ‘08:15 de 1945’ e ‘11:02 de 1945 – Retratos de Nagasaki’. Os documentários têm como protagonistas sobreviventes das bombas atômicas jogadas pelos EUA nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. O artista plástico Claudio Gómez estará presente no dia 23 de maio, na sessão das 15h, quando será exibido o filme que inspirou a exposição com suas telas. Os sobreviventes de Nagasaki que protagonizam o filme também participarão da sessão do filme e do debate, no dia 23 de maio.

Sobre o artista plástico Claudio GómezSr Ashihara para Exposicao BRANCO

Nascido em Buenos Aires, mora em Villa Gesell, Argentina. Na trajetória tem participação em diversas exposições, das quais destaca-se a da Casa de los sueños, onde apresentou uma obra conceitual de estilo surrealista, sobre o conto “Peldaño” de sua autoria com Gustavo Pasquinelli, utilizando tintas acrílicas e pasteis a óleo.

Em exposições coletivas, destaca-se a realizada na Escuela de cerámica de Buenos Aires. Nessa exposição, o artista apresentou o resultado de um trabalho que combinou técnicas surrealistas e impressionistas.

Como cenógrafo, criou cenografias para as peças de teatro El conventillo de la paloma, de Carlos Gorostiza, La sonrisa del mudo, de Daniel Bazán, Mi Buenos Aires borom bom bom, de Héctor Propato, entre outras.

O trabalho do artista argentino Claudio Gómez também pode ser visto nas ruas de Buenos Aires. Na capital de seu país natal pintou murais nos quais explora técnicas de relevo, texturas, dimensões e planos. No bairro da Boca, local tradicional de intelectuais e boêmios, em Buenos Aires, Claudio Gómez realizou obras com a técnica de fileteado (uma técnica própria da cidade daquela cidade, utilizada para enfeitar cartazes).

Claudio Gómez também participou como cartunista na revista “Puerto Gargajo” (“Bar el quitapenas”).

Atualmente o artista está criando as ilustrações do projeto “Territorio Nacional, cuando los primeros fueron los últimos” de Osvaldo Cascella, uma história sobre a guerra das Malvinas.

Serviço

O que: Exposição ‘Sobreviventes’, de Claudio Gómez, e estreia do documentário ‘11:02 de 1945 – Retratos de Nagasaki’, de Roberto Fernández,  durante a 4ª edição do festival de cinema Urânio em Movi(e)mento/ Uranium Film Festival.

Onde: Rol da Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM), Rio de Janeiro.

Quando: 14 a 25 de maio de 2014.

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Urânio em Movi(e)mento divulgará lista completa dos filmes que serão exibidos em sua edição 2014, dia 26 de abril, 28 anos depois do acidente nuclear na usina de Chernobil

Festival acontecerá de 14 a 24 de maio na Cinemateca do MAM

cavalos de fukushima

Como forma de não deixar cair no esquecimento o maior acidente nuclear da história, os diretores do Urânio em Movi(e)mento – festival de cinema que tem como principal tema a energia nuclear -, divulgarão a relação completa dos filmes da quarta edição do festival, que acontecerá entre  14 e 24 de maio na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio, no próximo dia 26, data do acidente na usina de Chernobil, Ucrânia, há 28 anos.

O festival já divulgou uma lista com dez filmes da edição deste ano, que pode ser vista no site http://www.uraniumfilmfestival.org/pt/.

Consolidando-se como o mais importante evento audiovisual sobre energia nuclear e radioatividade do mundo, o Urânio em Movi(e)mento (International Uranium Film Festival fora do Brasil – o projeto roda o mundo; neste momento está na Índia com uma mostra que segue até 21 de abril), apresentará, ao longo de onze dias, uma vasta seleção de curtas, médias e longas-metragens vindos de diversos países. Uma rica produção de documentários, animações, filmes experimentais. Os filmes da edição 2014 já divulgados no site são uma breve apresentação do que o festival deste ano levará às telas.

Acompanhe mais sobre o Urânio em Movi(e)mento na página e no site do festival.

CURTA a Fan Page: https://www.facebook.com/uranioemmovimento?ref=hl

Visite o site: http://www.uraniumfilmfestival.org/pt/

 

 

Serviço

Divulgação dos filmes da 4ª edição do Festival de Cinema Urânio em Movi(e)mento.

Quando: 26 de abril de 2014

Onde: www.uraniumfilmfestival.org

Foto de divulgação do release: Cartaz do filme Cavalo de Fukushima, de Yojyu Matsubayashi, que será exibido este ano no festival.

 

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ImprensaBR entrevista diretores do Urânio em Movi(e)mento sobre mostra do festival (International Uranium Film Festival – IUFF) na Índia

Uma extensa programação com filmes de diversos países será exibida de 28 de março a 21 de abril no St. Francis College for Womem e Annapurna International School of Film & Media

O Urânio em Movi(e)mento – International Uranium Film Festival é o primeiro festival de cinema a tratar dos problemas e desafios relacionados às questões nucleares e radioativas. Este ano, o festival chega a sua quarta edição, já tendo passado por grandes capitais mundiais, como São Paulo, Recife, Salvador e Fortaleza, no Brasil; Lisboa e Porto, em Portugal; Berlim e Munique, na Alemanha, e esteve, ainda, em dez grandes cidades na Índia, incluindo Nova Delhi, Mumbai e Hyderabad, para onde retorna neste final de semana.

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ImpremsaBR – Como aconteceu de vocês pensarem em fazer a primeira mostra na Índia, e quando o festival aconteceu pela primeira vez no país?

Norbert Suchanek e Márcia Gomes de Oliveira: Desde a primeira edição do festival aqui no Rio, em 2011, contamos com a participação do documentarista indiano Shriprakash. Ele é diretor do premiado “Budha weeps in Jadugoda” (Buda chora em Jadugoda). Esse filme fala sobre Jadugoda, local na Índia onde há mineração de urânio. Shriprakash percebeu que não bastava exibir apenas o seu filme para despertar na população o interesse pela temática nuclear. Somente com o festival, o público conseguiria fazer a conexão de tudo o que envolve a temática nuclear, compreender o ciclo do combustível nuclear. Desde 2012, Shriprakash faz parte da nossa equipe, sendo responsável por organizar o festival na Índia e em toda a região do sul da Ásia.

Em dezembro de 2012, o festival estreou na capital Nova Dehli, no magnífico Siri Fort Auditorium. Depois o festival aconteceu de norte a sul da Índia, em mais nove importantes cidades.

http://www.uraniumfilmfestival.org/pt/iuffs/iuff-2013/india-2013

ImpremsaBR – Como é exibir cinema no país que mais produz cinema no mundo, mas que, ao mesmo tempo tem um mercado interno muito forte no consumo desses produtos audiovisuais e não assiste a qualquer filme? E como é exibir filmes específicos, que falam sobre energia nuclear? Com que público dialogaram quando estiveram lá pela primeira vez com a mostra internacional do festival Urânio em Movi(e)mento e com qual público pretendem dialogar agora?

Norbert Suchanek e Márcia Gomes de Oliveira: É realmente incrível a produção cinematográfica na Índia. Mas ainda há pouca produção sobre a temática nuclear. E o festival está colaborando para estimular esta produção.

O público foi, sobretudo, de universitários e profissionais liberais. O festival foi realizado em academias de cinema, teatros e universidades.

ImpremsaBR – Com relação à produção de filmes de diretores indianos voltados para o tema que o IUFF aborda, ou seja, energia nuclear, o que o festival detectou ao longo desses quatro anos de existência; os indianos produzem uma quantidade considerável de filmes direcionados a este assunto? E que filmes são esses, de quais diretores? Eles estão ligados à indústria de cinema indiana ou de outro país ou são voltados à área de ciência e tecnologia, pesquisa, e utilizam o audiovisual como suporte para levantar e defender suas teses, ou para se comunicarem?

Norbert Suchanek e Márcia Gomes de Oliveira: A produção cinematográfica sobre a temática nuclear está começando na Índia, assim como no Brasil. Esta é exatamente uma das funções do festival: estimular esta produção.

O principal perfil dos cineastas indianos é antropológico. O festival é o espaço onde eles podem ganhar visibilidade e daí chegar à indústria do cinema.

ImpremsaBR – Com relação aos filmes que serão apresentados na Índia, de 28 a 30 deste mês, vocês poderiam comentar um pouco sobre essas produções, de que países são, por que foram escolhidos esses filmes e não outros? Oque os indianos verão sobre energia nuclear nesses dias do IUFF?

Norbert Suchanek e Márcia Gomes de Oliveira: Montamos uma programação baseada no que apresentamos em fevereiro em duas mostras que fizemos nos EUA. São filmes que participaram e/ou foram vencedores do festival em sua última edição, em 2013.

ImpremsaBR – Este ano o IUFF já esteve nos EUA e agora está indo para a Índia. Em maio, de 14 a 24, o Urânio em Movi(e)mento acontece no Rio de Janeiro (Brasil), na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM). Depois disso o festival volta a fazer sua volta pelo globo? Para quais países o IUFF viajará ainda este ano?

Norbert Suchanek e Márcia Gomes de Oliveira: Estamos no momento na fase de receber convites, precisamos avaliar e depois organizar a agenda.

Foto de ilustração: Filme Nuclear Savage: The Islands of Secret Project 4.1./ USA, 2012, 87 min, Diretor: Adam Jonas Horowitz.

Clique aqui para ver a programação completa do IUFF na Índia.

Baixe a entrevista.

Serviço

Urânio em Movi(e)mento/ International Uranium Film Festival

Onde: Índia

Quando: 28 a 30/ 03/ 2014

Site do festival: http://www.uraniumfilmfestival.org/pt/

Veja a programação completa do IUFF na Índia no PDF em anexo.

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